Matéria Negra

by Medo

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about

Matéria Negra - The second full-length album from Medo, Released By War Productions in 2011.

credits

released August 13, 2011

Recorded at Axe Farm Studios in 2009 and 2010. Produced by Medo, Mixed and Mastered by Koraxid also at Axe Farm Studios.

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license

all rights reserved

about

Medo Leiria District, Portugal

Medo was born in the Winter of 2006.

the effort of this band goes towards the creation of a powerfull blend of extreme music and ambience inserted in the exploration of our most dreadfull fears. This is the primal concept of Medo, wich actually means fear in Portuguese language.

All Medo music is actually played, we do not sequence any parts, including the synth parts.
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Track Name: Por Trás da Porta de Ferro
Instrumental
Track Name: O Portador das Tormentas
eu sou o espírito que mora na carne do invocado
eu sou a impureza que corrói as divindades
aquele que venceu a eternidade
o guia da tempestade de espíritos
derrubando as lendas
vencendo os mitos
criador das batalhas
das malditas profecias
o sangue derramado
no olhar dos vencidos
o medo nos derrotados
somos a elite
é o início do fim
Track Name: You Will Never Burn All The Witches
on the first sun rays of the morning
a huge crowd gathered on the square
in front of the fucking church
the inquisitors and the cardinals sitting on a podium
waiting for the woman sentenced to punishment
that will be lead by the executioner
the witch then will be tied to a poll
where a pile of firewood
was eager to consume the body of the heretic
erased through fire
the woman's head was covered, hooded
and was tied by the hands
she was driven through the crowd
the crowd that insulted her, screaming fanatically
punishing the heretic
the flames slowly burning the body
at the end, just ashes
spread by the cold winds
who will be next?
the holy fire is not extinguished
but will never burn all the witches...
Track Name: Trabalho de Magia Negra (Segundo S. Cipriano)
Transcribed from "Livro de S. Ciprinano"

pegue-se num sapo preto, cuja boca se cozerá com um retróz de seda preta
depois atam-se um a um os dedos do sapo com fios de linha grossa, também preta.
prende-se a linha principal num fumeiro, de modo a que o sapo fique de barriga para cima
à meia-noite em ponto chama-se pelo diabo em cada uma das 12 badaladas; depois, fazendo girar o sapo, dir-se-ão as seguintes palavras:
bicho imundo!
pelo poder do diabo, a quem vendi o meu corpo - e não o meu espírito, peço-te que não lhe deixeis passar uma só hora de felicidade na terra; a sua saúde, prendo-a na boca deste sapo e assim como ele definha e morre - que o mesmo aconteça a quem esconjuro! - três vezes em nome do Diabo! Diabo! Diabo!!!
Track Name: Medium
na sala, eles reúnem-se na procura do invocado
numa mesa redonda, a tábua mediúnica
o médium dá início ao ritual
velas queimam o ar rarefeito
o círculo de poder está selado
começa a invocação
o médium incorpora
o espírito do falecido é invocado
na mesa pé de galo a corrente não pode ser quebrada
fecho os olhos e um estrondo em meu redor faz sentir a sua presença
senti o espírito à minha volta, a invadir o espaço denso
com materializações o desencarnado se faz visível
aos presentes
então os olhos abrem, e procuram a carne
o ambiente era denso, saturado
o corpo do médium estremecia ruidosamente
os olhos ganhavam cor de esmalte
da sua voz saíam sons do além
a energia percorria o corpo, num extretor
gelado, frio, intenso!
as velas apagam-se
agora o círculo está desfeito
eles afastam-se
em silêncio...
Track Name: Mistério da Nau da Morte
mil quinhentos e treze
uma nau abandonada dá entrada no porto de Lisboa
é recebida com tiros de salva
mas da nau ninguém responde
parecia andar à deriva, há vários meses
dos seus mastros caíam velas esfarrapadas, estropiadas
um bando de corvos parecia acompanhar a nau
enquanto centenas de pessoas se amontoavam na praça
um cheiro nauseabundo exalava na nau
cheiro a morte, a cadáveres
um bote foi enviado ao encontro da nau que andava à deriva no Tejo,
perante o olhar de centenas de pessoas que se amontoavam
subiram à nau, estava deserta
o casco, coberto de sangue ressequido por mil e uma tempestadas
descendo ao porão da nau - vi corpos mutilados
estranhos seres, sem rosto, acéfalos, com membos gigantescos
devoravam o que outrora fora a tripulação da nau
Track Name: Vultos de Uma Batalha
esta tua voz é uma chama invencível
este teu sangue, o caminho para a eternidade
a espada, uma barreira intransponível
são os sons
dos vultos de uma batalha
invencível
eternidade
intransponível
ódio
... de uma batalha
esta tua voz é uma chama invencível
este teu sangue o caminho para a eternidade
a espada, uma bareira intransponível
são os sons
dos vultos de uma batalha
Track Name: Almas Penadas
imundos seres das trevas
que corroem a noite...
Track Name: O Verdugo
o verdugo prepara os seus instrumentos de tortura, perante o olhar incrédulo do herético.
Punição!!!
Track Name: Lincantropo - A Maldição
existem noites em que o místico luar liberta o meu ser
uivos ecoam por entre os vales sombrios
e perseguem-te!!!
sinto a ânsia da carne ensanguentada
condenado pela eternidade
eu me transformo
proclamo a negra ira do predador feroz
saciando com a viva carne dos meus semelhantes
a maldição que me consome
espalho em mim o odor a morte
Track Name: Rituale Romanum
Text transcribed from the Roman Catholic ritual of exorcism:

Regna terrae, cantate deo, psállite dómino, tribuite virtutem deo Exorcizamus te, omnis immundus spiritus, omnis satanica potestas, omnis incursio infernalis adversarii, omnis legio, omnis congregatio et secta diabolica, in nomine et virtute Domini Nostri Jesu + Christi, eradicare et effugare a Dei Ecclesia, ab animabus ad imaginem Dei conditis ac pretioso divini Agni sanguine redemptis + . Non ultra audeas, serpens callidissime, decipere humanum genus, Dei Ecclesiam persequi, ac Dei electos excutere et cribrare sicut triticum + . Imperat tibi Deus altissimus + , cui in magna tua superbia te similem haberi adhuc præsumis; qui omnes homines vult salvos fieri et ad agnitionem veritaris venire. Imperat tibi Deus Pater + ; imperat tibi Deus Filius + ; imperat tibi Deus Spiritus Sanctus + . Imperat tibi majestas Christi, æternum Dei Verbum, caro factum + , qui pro salute generis nostri tua invidia perditi, humiliavit semetipsum facfus hobediens usque ad mortem; qui Ecclesiam suam ædificavit supra firmam petram, et portas inferi adversus eam nunquam esse prævalituras edixit, cum ea ipse permansurus omnibus diebus usque ad consummationem sæculi. Imperat tibi sacramentum Crucis + , omniumque christianæ fidei Mysteriorum virtus +. Imperat tibi excelsa Dei Genitrix Virgo Maria + , quæ superbissimum caput tuum a primo instanti immaculatæ suæ conceptionis in sua humilitate contrivit. Imperat tibi fides sanctorum Apostolorum Petri et Pauli, et ceterorum Apostolorum + . Imperat tibi Martyrum sanguis, ac pia Sanctorum et Sanctarum omnium intercessio +.


Ergo, draco maledicte et omnis legio diabolica, adjuramus te per Deum + vivum, per Deum + verum, per Deum + sanctum, per Deum qui sic dilexit mundum, ut Filium suum unigenitum daret, ut omnes qui credit in eum non pereat, sed habeat vitam æternam: cessa decipere humanas creaturas, eisque æternæ perditionìs venenum propinare: desine Ecclesiæ nocere, et ejus libertati laqueos injicere. Vade, satana, inventor et magister omnis fallaciæ, hostis humanæ salutis. Da locum Christo, in quo nihil invenisti de operibus tuis; da locum Ecclesiæ uni, sanctæ, catholicæ, et apostolicæ, quam Christus ipse acquisivit sanguine suo. Humiliare sub potenti manu Dei; contremisce et effuge, invocato a nobis sancto et terribili nomine Jesu, quem inferi tremunt, cui Virtutes cælorum et Potestates et Dominationes subjectæ sunt; quem Cherubim et Seraphim indefessis vocibus laudant, dicentes: Sanctus, Sanctus, Sanctus Dominus Deus Sabaoth.


V. Domine, exaudi orationem meam.

R. Et clamor meus ad te veniat.

[si fuerit saltem diaconus subjungat V. Dominus vobiscum.

R. Et cum spiritu tuo.]


Oremus.


Deus coeli, Deus terræ, Deus Angelorum, Deus Archangelorum, Deus Patriarcharum, Deus Prophetarum, Deus Apostolorum, Deus Martyrum, Deus Confessorum, Deus Virginum, Deus qui potestatem habes donare vitam post mortem, requiem post laborem; quia non est Deus præter te, nec esse potest nisi tu creator omnium visibilium et invisibilium, cujus regni non erit finis: humiIiter majestati gloriæ tuæ supplicamus, ut ab omni infernalium spirituum potestate, laqueo, deceptione et nequitia nos potenter liberare, et incolumes custodire digneris. Per Christum Dominum nostrum. Amen.


Ab insidiis diaboli, libera nos, Domine.

Ut Ecclesiam tuam secura tibi facias libertate servire, te rogamus, audi nos.

Ut inimicos sanctæ Ecclesiæ humiliare digneris, te rogamus audi nos.


Et aspergatur locus aqua benedicta.